segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cuidados com o "Pé do Diabético".



Neste domingo de Natal 2011, foi postado no jornal ZH um relevante artigo sobre as complicações que pode haver com os pés do diabético. Para termos esses cuidados é imperioso que se saiba se somos ou não diabéticos. Aproximadamente 15% dos mesmos terão complicações ulcerosas nos pés durante a vida. De 15 a 25% dos diabéticos terão feridas crônicas, com evolução de risco para amputação de parte ou mesmo do pé, cfe. a Assoc. Pediatria Americana.
Assustador é que metade dos amputados, tem chances de 50% de morrer nos próximos cinco anos. No Brasil a situação é igual ou até pior, cfe. estudos estatísticos. A SBACV - Soc.Brasileira de Angiologia e Cir.Vascular lançou 10.000 exemplares de um manual com os cuidados do pé diabético; desde o diagnóstico e orientação precoce.
Entre os anos de 2003-2006 houve redução em 50% das amputações de coxa e pernas no Rio de Janeiro, com uma campanha forte. Caiu 90% a internação na rede pública com esta campanha, mostrando que o conhecimento prévio do problema traz benefícios sociais .


" Um dos principais problemas é o paciente não saber ser diabético "

Principais sintomas são as dores nas pernas, que pioram com os exercicios e caminhadas, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados, dormência e pouca sensibilidade nos mesmos, o que pode levar a nãopercepção de ferimento no local.
Cuidados Obrigatórios.
>Examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
>Evitar colocar os pés de molho, pois poderão rachar e ressecar.
>Nunca andar descalço, mesmo em casa.
>Não tentar remover calos ou verrugas com curiosos ou pedicures sem treinamento.
>Usar diariamente loção ou creme hidratante nos pés; retirando o excesso e não usar creme entre os dedos.
>Pedir ao seu médico para examinar bem seus pés durante a consulta.
Doze Mandamentos do Pé Diabético:
- Não fazer compressas nos pés: nem quente, nem fria e nem gelada.
- Usar meias sem costuras ou com as costuras para fora.
- Não remover cutículas das unhas dos pés.
- Não usar sandális com tiras entre os dedos.
- Cortar as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha.
- Hidratar bem os pés.
- Nunca andar descalço.
- Olhar sempre as plantas dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento.
- Não usar sapatos apertados ou de bico fino.
- Tratar as calosidades com profisiionais da saúde.
- Secar bem os dedos após o banho.

# Bibliografia consultada.... Artigo publicado em ZH.
Se quiser saber mais, entrar em http://www.sbacv.com.br/

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Doença de Alzheimer.




Para você entender o motivo pelo qual um cardiologista aborda este tema, cabe lembrar que o médico não trata doenças e sim pessoas. Seguidamente somos questionados sobre; haver ou não sinais desta doença nos consultandos. O envelhecimento da população exige cada vez mais do profissional da saúde. Houve aumento do número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, representando 10,8% (cerca de 20 milhões de pessoas). Já o segmento acima de 80 anos é aquele que mais cresce no mundo e também no Brasil.
Lidar com a terminalidade da vida e pacientes mais vulneráveis; bem como doenças crônicas preocupa o médico. A dimensão social desta doença, implica participação e envolvimento familiar muito marcante. Há necessidade de tratar, cuidar e proteger essas pessoas com esta doença, dando dignidade no final de suas vidas.
A doença compromete a capacidade cognitiva e funções como: memória, linguagem e habilidades visuais e espaciais, provocando mudança no seu comportamento. É uma doença cruel pois deteriora a memória, minando sua identidade. Há perda da autonomia, fazendo com que fiquemos dependentes dos familiares e cuidadores para prover as necessidades da vida diária (em casos mais avançados prejudica até a deglutição, precisando de alimentação articifial). Pode até haver questionamento sobre um impedimento para os atos jurídicos e existe apoio da lei, que permite interdição legal da pessoa fisica, com base em laudos médicos.
"Buscamos o rumo da compreensão da morte e a uma evolução pessoal e coletiva possa trazer novas persepções e melhore o nosso viver e o nosso morrer" - Roberto Dávila.

Saiba mais sobre a doença:
De acordo com a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), o Alzheimer afeta 7% da população entre 60 e 90 anos. Trata-se de uma doença degenerativa que atinge os neurônios. Por fatores biológicos, a partir dos 30 anos o ser humano começa a perder as células responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, mas depois dos 60 a situação começa a se intensificar. No Brasil, de 1999 a 2008 o número de pessoas acometidas pela doença aumentou vertiginosamente: passou de 1.343 para 7.882. A expectativa é que ocorram 50 mil novos casos por ano. Dados mundiais apontam 36 milhões de pessoas com o diagnóstico - no ano de 2030 serão 66 milhões. A grande causa disso é o envelhecimento populacional. "Aos 60 anos, cerca de 10% das pessoas apresentam algum grau de demência; numero que dobra a cada 5 anos. Assim, aos 85 anos, 47,8% da população apresenta demência, ou seja, uma em cada duas pessoas nesta idade tem demência.

Sinais de alerta para a doença:
- Fazer a mesma pergunta várias vezes.
- Repetir a mesma estória, palavra após palavra, várias vezes.
- Mudança de personalidade, perda da iniciativa.
- Alteração do humor e comportamento.
- Perda frequente dos objetos.
- Comprometimento do julgamento e do raciocínio abstrato.
- Desorientação no tempo e espaço.
- Distúrbio de linguagem.
- Dificuldade para as atividades da vida diária.


Fontes bibliográficas consultadas: Alzheimer`s Association, US National Institutes of Health ; Jornal do CFM out.2011

domingo, 30 de outubro de 2011

Sal, Saúde e Hipertensão Arterial.

Recentemente assistimos em Fortaleza, o VIII Congresso Brasileiro do Deptº Hipertensão Arterial (SBC) . Tivemos oportunidade de agregar informações muito preocupantes sobre o uso excessivo de sal na alimentação de todos nós e das nossas crianças; induzindo um comportamento que trará acrescimo no número de hipertensos no futuro. Porisso, e por ter tido contato com Dr. Celso Amodeo (Cardiologista do HCor - SP) durante sua conferência, passamos a abordar este tema tão preocupante:
Cerca de 60 milhões de brasileiros (30% da população) tem Hipertensão Arterial, doença silenciosa que aumenta sua prevalência com o passar dos anos. Pessoas com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo e dieta com muito sal), faz a doença surgir mais precocemente e com maior resistência ao tratamento. Ha vários estudos relacionando o sal e a Hipertensão, mostrando claramente que o aumento dos valores da pressão é maior em indivíduos com alto consumo de sal. Este fato é de grande importância pois para cada aumento de 20 mmHg da pressão máxima e de 10 mmHg para a mínima, dobra-se o risco cardiovascular do paciente (Infarto e Ac.Vascular Cerebral (AVC)). Com o aumento de consumo do sal, ocorre retenção de água, ativação dos mecanismos pressores, cálcio intracelular, resistência à insulina e ação sobre os receptores de angiotensina I, tudo isso contribuindo para elevação da PA. Com a restrição do sal, nota-se claramente a queda nas médias da pressão. Admite-se como aceitavel : 6 g sal/dia = 2,4 g de sódio (100 mmol) = 4 colheres café (rasa) + 2 g dos próprios alimentos.


Ao grande consumidor de sal, fica o recado - Ha estreita associação de aumento de mortalidade por todas as causas relacionadas com doença cardiovascular e coronária; quando há aumento de 6g/dia na ingesta de sal (que pode ser avaliada pela excreção urinária de 24 h).A prevalência da hipertensão vai progredindo com o avançar da idade em populações com alto consumo de sal. Os provaveis mecanismos relacionados com a sensibilidade ao sal tem como causas: - genéticas, reatividade vascular, sistema nervoso simpático, renais, óxido nítrico, barorreceptores e outros.




Porisso torna-se imperioso adotarmos, desde a infância, uma dieta com baixos teores de sal para todos em nosso povo. Queijos, azeitonas, embutidos, sopas prontas,.... tem alto conteúdo de sódio. Daí haver, por mecanismos indiretos, aumento da osteoporose, diabetes, doenças de tireóide e outros males. "O uso excessivo do sal nos restaurantes preocupa muito a SBC, pois em cidades como São Paulo, 70% das refeições são feitas fora de casa - e precisamos conscientizar os produtores refeições industrializadas sobre este mal social em termos de saude pública. Se pudermos calcular a quantidade de sal gasta por mês num restaurante e o número de clientes que aí fazem as refeições, poderemos fazer o cálculo de sal ingerido por pessoa em média".

Cerca de 72% do sal consumido pela população vem dos alimentos processados (enlatados, envidrados, queijos e embutidos). Todos esses alimentos contém muito sódio (sal de cozinha). Seu elevado consumo faz o organismo reter muito líquido, podendo levar a hipertensão - responsável pelo infarto e AVC, além de afetar os rins. Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior que o recomendado pelos médicos (4 a 6 g/dia). Ao contrário disso consumimos em média 12 a 15 g/dia, chegando a valores maiores em nosso estado (churrasco salgado).
Fonte bibliográfica : Dr. Celso Amodeo ; salt institute.com ; intersalt study

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cigarro e Nicotina. Vício destruidor.






A nicotina,uma das substâncias quimicas que encontramos no cigarro, vicía. Quando fumamos,a nicotina entra em nossos pulmões, sendo absorvida pelo sangue que por aí passa. Em questão de segundos (10) chega ao cérebro, onde libera substâncias quimicas que fazem o fumante sentir-se bem. Porisso que as pessoas gostam de fumar e, ao tentar parar, sofrem com sintomas de falta dessa substância (nicotina), como ansiedade e ânsias de vômito.

A fumaça do cigarro contém mais de 4.000 subtâncias quimicas, muitas delas sabidamente causadoras do câncer. Destacam-se....
- Acetona (decapante)
- Metanol (combustivel das naves espaciais)
- Pireno
- Dimetilnitrosamina (cancerígena)
- Naftalina (veneno de traças)
- Cádmio (bateria de carros)
- Monóxido de Carbono (CO) (gás dos escapamentos de carros)
- Benzopireno
- Cloreto de vinila
- Uretano
- Ácido Cianídrico (usado em câmera de gás)
- Toluidina
- Amônia (limpa piso)
- Tolueno (solvente industrial)
- Arsênico (veneno de frmigas)
- Dibenzacridina
- Fenol
- Butano (combustivel do isqueiro)
- Polônio-210 (cancerígeno)
- DDT (inseticida)

Benefícios imediatos e tardios, após parar o fumo:
- Em 8 h os níveis de nicotina e CO caem pela metade. Níveis de oxigênio voltam ao normal e
aumenta a circulação e o fluxo sanguíneo.
- Em 24 horas reduzem-se os níveis de CO e Nicotina.
- Em 48 h melhora o paladar e olfato aos alimentos.
- Em 30 dias melhora a pele acinzentada e rugas, com melhora da aparência.
- Entre 3 a 9 meses reduz a tosse e o chiado
- Em 1 ano o risco de Enfarte reduz-se pela metade, comparado com aquele que permanece
fumando.
- Em 10 anos o risco de câncer de pul,ão cai pela metade.
- Em 15 anos o risco de Enfarte é considerado igual aquele que nunca fumou.

Riscos aos fumantes
- Mata até 1 em cada 2 usuários.
- É causa de doença cardíaca, doença pulmonar e diversos tipos de câncer.
- Responsável por 85% dos novos casos de câncer de pulmão.
- É a principal causa evitavel de morte no mundo.
- Mata aproximadamente 5 milhões de pessoas a cada ano no mundo.
- A fumaça do seu cigarro também prejudica quem a respira (mulher, filhos,....)
- Cada ano mais de 200.000 trabalhadores morrem por exposição passiva ao fumo.

* A maioria dos fumantes (52%) quer parar, mas o vício não permite.
Nota-se que após mais de uma tentativa consegue-se parar realmente.
Somente 5% param sem ajuda. Você não está só... procure falar de sua intenção
ao seu médico; peça ajuda. Medicação e terapia comportamental podem
aumentar as chances de parar de fumar em até 6 vezes.

Custo.....
Considerando 2 carteiras/dia x 5,00 cada carteira..
Multiplica-se por 365 dias e teremos um total de R$ 3.650,00 ao ano.
Quantas coisa maravilhosas poderíamos comprar com este valor !
Talvez o maior custo (sem prêço) seja a nossa vida !

Fonte bibliográfica : material educativo da Pfizer

Comportamento da Pressão Arterial nas 24 h.





Mesmo havendo fortes mecanismos de ajuste da PA ; que vão sendo atenuados com a idade, a mesma varia ao longo das 24 h. Desse modo a medida da PA em consultório, poderá não representar os níveis obtidos durante as 24 h.
Se canulássemos uma arteria, poderíamos medir valores contínuos da PA. Um método que usamos, para termos valores e médias mais expressivas, é a MAPA (monitorização ambulatorial da PA); é um modo incruento de sabermos os valores da PA; não invasiva, durante o dia e noite. Faz-se verificações através de um pequeno aparelho que fica na cintura do paciente, com intervalos curtos de 20 min. de dia e cada 30 min a noite. Neste exame o paciente está no seu ambiente natural e atividades habituais.
Observa-se níveis mais elevados durante as horas de vigília e menores durante o sono, tanto em normotensos quanto em hipertensos (cerca de 10 a 20% ).
Além dessas variações vigília-sono, inúmeros estimulos fisicos e mentais, como emoções e postura, exercício físico, atividade sexual, micção e ingestão de alimentos, determinam variações na PA.
Chama a atenção a reação de alarme causada pela presença do médico, determinando o efeito "hipertensão do avental branco (White Coat Hypertension). Dessa maneira estas variações da PA em diferentes situações ou condições clínicas, trazem muita dificuldade ao médico no diagnóstico de anormalidades da PA, pois um diagnóstico de hipertensão implica uma decisão terapêutica.
A MAPA permite estimar o valor médio da PA Sistólica e Diastólica (máxima e mínima), durante a vigília e sono. Podemos calcular índices que avaliam a flutuação da PA ao longo das 24 h.
O método do exame tem grande importância clínica, uma vez que as medidas obtidas pela MAPA mostram-se preditivas do envolvimento de órgãos-alvo e complicações cardiovsculares, decorrentes da Hipertensão Arterial (HA). Nos indica mais elementos do que a medida única da PA no consultório médico.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pré Diabetes (Resistência a Insulina)




Pré-Diabetes
É muito comum ouvirmos que alguém tem começo de diabetes, mas nem sempre a população sabe o que é isso. Este artigo tenta explicar o que é o começo de diabetes e o que devemos fazer quando este diagnóstico é realizado e mostrar os riscos que esta situação representa.

O que é começo de diabetes, pré-diabetes, intolerância ao teste de glicose ou glicemia de jejum alterada?
O termo popular “começo de diabetes” corresponde ao termo médico pré-diabetes, que indica ser o primeiro passo para o desenvolvimento da doença. O termo pré-diabetes é utilizado desde 2002, quando substituiu os termos “intolerância ao teste de glicose” e “glicemia de jejum alterada”.

Em 2003, a Federação Internacional do Diabetes – FDI divulgou que há mais de 300 milhões de pessoas no mundo com pré-diabetes. Este número mostra que a cada 10 pessoas, aproximadamente uma tem pré-diabetes.

Para sabermos se uma pessoa tem pré-diabetes, dois testes podem ser realizados. Na verdade, são os mesmos testes para descobrirmos se uma pessoa tem diabetes. Estes testes são: glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose (TOTG). O TOTG é um teste em que o paciente ingere um líquido contendo 75 gramas de glicose (tipo de açúcar) e depois de 2 horas o laboratório mede sua glicose no sangue (glicemia).

Os Valores dos Testes para definirmos Pré-Diabetes ou Diabetes são:
• Para glicemia de jejum, consideramos normais valores abaixo de 100mg/dl. Entre 100 e 125mg/dl, denominamos pré-diabetes. Acima de 126mg/dl, constatamos que a pessoa já é portadora de diabetes.
• Para o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), uma pessoa tem valor normal, se estiver abaixo de 140mg/dl. Entre 140 e 200mg/dl, é pré-diabético. Maior que 200mg/dl, definimos diabetes mellitus.

Para definirmos pré-diabetes ou diabetes mellitus, podem ser realizados os dois exames ou o exame com resultado alterado deve ser repetido pelo menos mais uma vez.

Quem precisa fazer teste para descobrir que tem Pré-Diabetes?
Nem todas as pessoas precisam fazer o teste para saber se têm pré-diabetes. O teste de glicemia para o diagnóstico de pré-diabetes ou de diabetes mellitus deve ser realizado por todas as pessoas com mais de 45 anos de idade e especialmente se estiverem acima do peso ideal. Algumas pessoas com menos de 45 anos e acima do peso ideal também devem realizar o teste, principalmente se tiverem um dos seguintes fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes:

• Familiar bem próximo com diabetes (pai, mãe, irmãos e filhos);
• Sedentarismo (pessoas que não realizam atividade física);
• Mulheres que tiveram filhos que nasceram com mais de 4kg;
• Hipertensão arterial;
• Colesterol ou triglicérides alterados;
• Síndrome dos ovários policísticos ou acantose nigricante
(escurecimento da pele da nuca e das axilas, em geral);
• História de doença vascular.

Que riscos uma pessoa que tem Pré-Diabetes sofre?
Estudos médicos mostram que uma pessoa que tem pré-diabetes tem risco maior de ter infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame cerebral), problemas nos olhos, nos rins, nos nervos e nos vasos sangüíneos, comparados com uma pessoa que não tem pré-diabetes.

Outro estudo mostra que a cada 100 pessoas com pré-diabetes, 11 podem desenvolver a doença a cada ano, se não forem tomadas medidas preventivas.

O que devo fazer se eu tenho Pré-Diabetes? Existe Prevenção? Cura? Posso me tornar Diabético?
Infelizmente ainda não há remédios bastante eficazes para prevenir o pré-diabetes e o diabetes. A melhor prevenção ainda é a realização freqüente de atividade física e ter uma alimentação saudável. Ambos ajudam a perder peso, evitar a hipertensão arterial e diminuir o risco de problemas cardíacos.

O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de pré-diabetes e diabetes. As pessoas que estão acima de seu peso ideal desenvolvem resistência à insulina, ou seja, estas pessoas precisam de mais insulina do que uma pessoa magra para que a glicose do sangue possa entrar nas células do corpo. Quando o pâncreas, que produz a insulina, não conseguir fabricar a quantidade suficiente de insulina, há o desenvolvimento do diabetes.

Alguns remédios podem até ajudar, mas nenhum se mostrou melhor do que a atividade física e a alimentação saudável. Ambos dependem exclusivamente do empenho de cada pessoa para que o bjetivo seja alcançado. Quem se esforçar mais para perder peso terá mais chance de prevenir e de até voltar à condição de glicemia normal.

Assim como o diabetes, não há cura para o pré-diabetes. O que pode ocorrer é uma pessoa pré-diabética ou diabética voltar a ter glicemia normal após realizar as medidas de prevenção que já citamos, geralmente associadas à perda de peso. Se voltar a engordar, as condições de pré-diabetes e diabetes podem voltar. Portanto, não adianta só perder peso, mas sim, o mais importante é manter o peso adequado, continuando a realizar exercícios e a se alimentar adequadamente.

Você pode contribuir para evitar o Pré-Diabetes e o Diabetes da seguinte forma:

• Evitar o sobrepeso e a obesidade, mantendo-se dentro do peso ideal para sua altura;
• Realizar uma alimentação saudável, evitando excessos de gorduras, açúcar e massas. Preferir alimentos integrais (farinha integral, arroz integral, etc...), verduras, legumes, frutas, queijos brancos, carnes magras, etc;
• Não exagerar na quantidade de alimentos consumidos em cada refeição;
• Praticar uma atividade física de 3 a 4 vezes por semana;
• Realizar o exame da glicemia se estiver indicado.

Além disso, outras medidas também são importantes para se ter uma vida saudável:

• Controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol no sangue;
• Evitar excesso de sal na alimentação e
• Não fumar.

Caso você descubra que tem pré-diabetes, isto não é motivo para desespero. Você é o principal responsável para controlar a doença e evitar complicações. Apesar de não ser tão fácil, todos devem adquirir hábitos de vida cada vez mais saudáveis. Procure ter acompanhamento de um médico e de um nutricionista, seguindo suas recomendações.

Fonte: “Pote de Mel” – Publicação do NEADHC
- Núcleo de Excelência em Atendimento ao Diabético do HC

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Apnéia do Sono (Paradas Respiratórias)



Definições
O ronco é simplesmente a tradução sonora que indica redução ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. Quando o estreitamento for severo caracteriza o fechamento ou colapso resultando em apnéia. Apnéia é definida arbitrariamente como parada da respiração ou interrupção do fluxo aéreo por, no mínimo, 10 segundos.
É um transtorno frequente onde a pessoa faz uma ou mais paradas na respiração, ou tem respirações superficiais durante o sono. O distúrbio respiratório do sono (apnéia ou hipopnéia) é comum em pessoas normais e são mais frequentes em homens que mulheres, aumentando com a idade. Em mulheres é mais comum após a menopausa (última menstruação).
As pausas podem durar poucos segundos ou minutos. Pode ocorrer entre 5 a 30 vezes ou mais por hora. Em geral a respiração volta ao normal, as vezes com forte ronco ou com som semelhante àquela pessoa que se afoga.
Quase sempre a apnéia do sono é um problema crônico (constante) de saúde que altera o sono. A pessoa passa do sono profundo ao leve, quando ha esta pausa na respiração ou quando a respiração se torna superficial. Porisso o sono é de ma qualidade sendo referido cansaço durante o dia. A apnéia do sono (AS) é uma das principais razões pela queixa de sono durante o dia.

Diagnóstico... estudo Polissonográfico (passando a noite monitorando o sono).

Revisão Geral
(AS), com frequência fica sem um diagnóstico, não sendo detectada durante as consultas médicas de rotina. Não há detecção no sangue, por exemplo e só com um monitoramento durante a noite. A maioria das pessoas com AS não sabem que sofrem disso, pois só ocorre no sono. O primeiro a notar pode ser um familiar ou aquele que dorme na mesma cama com a pessoa afetada.
O tipo mais comum de (AS) é a obstrutiva . As vias aéreas se tornam estreitadas ou bloqueadas no sono. Este bloqueio pode trazer respiração superficial ou mesmo pausa durante a respiração. Quando tenta respirar, o ar que consegue passar pela obstrução pode causar fortes roncos. (AS) é mais frequente em pessoas com sobrepeso, mas pode ocorrer em outras pessoas também. Algumas crianças podem ter amígdalas crescidas, obstruindo e causar paradas respiratórias.

Outro tipo de AS é a chamada Central. Ocorre quando o centro respiratório no encéfalo não envia sinais aos músculos respiratórios. Pode ocorrer em qualquer pessoa, no entanto é mais frequente se há certas enfermidades ou mesmo com uso de medicamentos. Quase sempre ocorre junto com a Apnéia Obstrutiva, mas pode ocorrer só. A apnéia central em geral não traz roncos.

Sinais e Sintomas...
- Cansaço ao acordar , dor cabeça, boca seca, mau hálito, falta de ar, ansiedade, problemas de memória, irritação, impotência, dificuldade para perder peso, problemas de memória, irritação, impotência, angina, insônia, redução da libido, sensação de asfixia e engasgo, urinar muito frequentemente a noite.

Consequências ...
Se não tratada, a (AS) poderá trazer.

- Aumento do risco de elevação da pressão arterial, Infarto, AVC, Obesidade e Diabetes.
- Aumento do risco de Insuficiência cardíaca ou mesmo piorar o quadro de IC instalado.
- Aumento probabilidade de batimentos irregulares do coração (arritmias).
- Aumento da probabilidade de acidentes automobilisticos ou de trabalho (sonolência)

# Requer tratamento a longo prazo.
As mudanças de estilo de vida, aparelhos usados na noite (CPAP) - que criam uma pressão positiva sobre as vias aéreas, cirurgia ou os dispositivos respiratórios que podem ter efeito em muitas pessoas.

Bibliografia consultada...
Site da NHLBI (Instituto Nacional do Coração, Pulmões e Sangue (USA).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Café e Doenças Cardiovasculares


História - A história do café começou no século IX. Parece ter tido orígem das terras da Etiópia, difundindo-se pelo mundo atraves do Egito e Europa. Conta uma lenda que os carneiros ficavam mais ativos e espertos ao comer as folhas desta planta., e um monge fez infusão dos frutos para resistir ao sono em suas longas orações.
Os efeitos da bebida disseminou-se no século XVI, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia. A classificação "caffea arabica" foi feita pelo naturalista Lineu. Mesmo entre os árabes havia críticos ao seu uso, por alegações de que era contra Maomé. Em 1475 surge em Constantinopla surge a primeira loja de café.

Sabemos que a cafeina existe em muitos alimentos, além do café... cacau, guaraná, chocolate, chá, bebidas tipo “cola”. O elemento mais conhecido do café é a cafeina, com ações sobre o metabolismo humano. Sua ação depende da forma do preparo, quantidade usada e mesmo uma sensibilidade individual à cafeina. O estado de euforia, taquicardia e redução do sono dependem dessa dita sensibilidade individual, que é muito variável de pessôa a pessôa.

Nosso país produz cerca de 30% do café exportado para o mundo inteiro, sendo o maior produtor mundial. No consumo só perdemos para os EUA. O consumo correto e moderado desta bebida, recomendado por profissionais, fica entre 400-500 ml/dia ( 3 xícaras de 150 ml).

A cafeina é o componente mais estudado do café. Existem outros elementos no café; a saber proteinas, ferro zinco, magnésio, aminoácidos, potásssio, gorduras e anti-oxidantes (polifenóis). Destes anti-oxidantes o ácido clorogênico impede ou reduzem a ação e oxidação dos radicais livres, principalmente o LDL colesterol.

Os estudos tentando combater ou mesmo "endeusar" o café vem se desenvolvendo há cerca de 30 anos., Este comentário visa desvendar sua relação com as doenças cardiovasculares. Sabe-se que dois elementos do café podem aumentar o colesterol sanguíneo.. cafestol e kahweol.

Sua expressão depende do preparo do café. Se for feito em coador de pano ou filtro de papel, temos retenção destas substâncias e não aumentaremos o colesterol sérico, mas há alguns tipos diferentes de preparo (expresso, italiano ou árabe), onde o excesso de seu consumo poderá elevar o colesterol.

Um grande amigo, Dr.Juliano Fontanari cita com estranheza que o coador ou mesmo o filtro de papel possa ter essa participação química tão importante, como anteriormente citada; mas é o que a maioria dos artigos descreve.

Tabela 1. (quantidade e concentração de cafeina nas substâncias e volumes)