quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Doença de Alzheimer.




Para você entender o motivo pelo qual um cardiologista aborda este tema, cabe lembrar que o médico não trata doenças e sim pessoas. Seguidamente somos questionados sobre; haver ou não sinais desta doença nos consultandos. O envelhecimento da população exige cada vez mais do profissional da saúde. Houve aumento do número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, representando 10,8% (cerca de 20 milhões de pessoas). Já o segmento acima de 80 anos é aquele que mais cresce no mundo e também no Brasil.
Lidar com a terminalidade da vida e pacientes mais vulneráveis; bem como doenças crônicas preocupa o médico. A dimensão social desta doença, implica participação e envolvimento familiar muito marcante. Há necessidade de tratar, cuidar e proteger essas pessoas com esta doença, dando dignidade no final de suas vidas.
A doença compromete a capacidade cognitiva e funções como: memória, linguagem e habilidades visuais e espaciais, provocando mudança no seu comportamento. É uma doença cruel pois deteriora a memória, minando sua identidade. Há perda da autonomia, fazendo com que fiquemos dependentes dos familiares e cuidadores para prover as necessidades da vida diária (em casos mais avançados prejudica até a deglutição, precisando de alimentação articifial). Pode até haver questionamento sobre um impedimento para os atos jurídicos e existe apoio da lei, que permite interdição legal da pessoa fisica, com base em laudos médicos.
"Buscamos o rumo da compreensão da morte e a uma evolução pessoal e coletiva possa trazer novas persepções e melhore o nosso viver e o nosso morrer" - Roberto Dávila.

Saiba mais sobre a doença:
De acordo com a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), o Alzheimer afeta 7% da população entre 60 e 90 anos. Trata-se de uma doença degenerativa que atinge os neurônios. Por fatores biológicos, a partir dos 30 anos o ser humano começa a perder as células responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, mas depois dos 60 a situação começa a se intensificar. No Brasil, de 1999 a 2008 o número de pessoas acometidas pela doença aumentou vertiginosamente: passou de 1.343 para 7.882. A expectativa é que ocorram 50 mil novos casos por ano. Dados mundiais apontam 36 milhões de pessoas com o diagnóstico - no ano de 2030 serão 66 milhões. A grande causa disso é o envelhecimento populacional. "Aos 60 anos, cerca de 10% das pessoas apresentam algum grau de demência; numero que dobra a cada 5 anos. Assim, aos 85 anos, 47,8% da população apresenta demência, ou seja, uma em cada duas pessoas nesta idade tem demência.

Sinais de alerta para a doença:
- Fazer a mesma pergunta várias vezes.
- Repetir a mesma estória, palavra após palavra, várias vezes.
- Mudança de personalidade, perda da iniciativa.
- Alteração do humor e comportamento.
- Perda frequente dos objetos.
- Comprometimento do julgamento e do raciocínio abstrato.
- Desorientação no tempo e espaço.
- Distúrbio de linguagem.
- Dificuldade para as atividades da vida diária.


Fontes bibliográficas consultadas: Alzheimer`s Association, US National Institutes of Health ; Jornal do CFM out.2011

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