Pressão Arterial (PA) vai aumentando com a idade das pessoas. Isso ocorre com a Sistólica (máxima) e Diastólica (mínima), até proximo aos 55 anos . Daí por diante a Diastólica começa a diminuir e a Sistólica a aumentar, havendo o distanciamento entre as duas. Como PAs-PAd é igual a PP (pressão pulso), este elemento começa a aumentar.
Já com PA normal sendo limítrofe - a dita "pré-hipertensão" , começa a haver preocupação dos médicos. Valores de PA sistólica entre 13 a 14 e diastólica entre 8 e 9, com o tempo trazem a hipertrofia do ventriculo esquerdo (HVE). Além dos órgão alvo da hipertensão, cérebro - retina e rins; é o coração, que passa a preocupar com Infarto, Angina e Insuficiência Cardíaca.
Os marcadores clinicos do tempo de duração e gravidade da hipertensão no homem são: hipertrofia do ventrículo esquerdo, perda de proteinas na urina (proteinúria), nefrosclerose e outros danos vasculares. Com este bombardeio vascular pela pressão, os eventos clinicos daí decorrentes são IAM - Angina - Doença Cárdio Vascular - Aneurisma Dissecante de Aorta - Insuficiência Renal - Insuficiência Cardíaca. Todos implicando elevação do número de mortes como evento final.
Com o aumento da Pressão Arterial, o risco relativo de DCV e Renal tem índices alarmantes:
Insuficiência Renal > ou igual a 2,8%
Acidente Vascular Cerebral (AVC) > ou igual a 2,7%
Insuficiência Cardiaca > ou igual a 1,5%
Doença Vascular Periférica > ou igual a 1,8%
Infarto Agudoo do Miocárdio = 1,6%
Doença Coronária > ou igual a 1,5%
terça-feira, 28 de agosto de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Sobrepeso e Obesidade: Diagnóstico
* A obesidade e o sobrepeso geralmente não são difíceis de serem reconhecidos, mas o diagnóstico correto requer que os níveis de risco sejam identificados, e para tal são necessárias algumas formas de quantificação.
Medidas antropométricas
*A massa corporal tradicionalmente é avaliada pelo peso isolado ou pelo peso ajustado para a altura.
IMC (Índice de Massa Corporal)
*É calculado através da divisão do peso, em quilogramas, pelo quadrado da altura, em metros.
*O IMC é um bom indicador apesar de não ser totalmente correlacionado com a gordura corporal. A combinação de IMC com medidas da distribuição de gordura pode ajudar a resolver alguns problemas do uso do IMC isolado.
Tabela 1.1 - Classificação de peso pelo IMC

Tonturas e Vertigem
Que é Tontura ?.
Sensação de "cabeça leve", flutuação, desequilíbrio, impressão de estar caindo e de cabeça rodando. Em torno de 20 a 30% da população já sofreu com alguns desses incômodos característicos da tontura; sendo a terceira queixa mais frequente nos consultórios médicos, atrás apenas da dor e da fadiga.
Que é Vertigem ?
Grande parte das pessoas acredita que tontura e vertigem são sinônimos, mas na verdade a vertigem é um tipo de tontura, caracterizada pela sensação de rotação do espaço. Portanto toda vertigem é uma tontura, mas nem toda tontura é uma vertigem. A vertigem é o tipo mais comum de tontura (5 a 7%), sendo o principal sintoma das labirintopatias..
Tontura x Vertigem
A tontura pode ser consequência de problemas neurológicos, visuais e cervicais, de doenças como o Diabetes ou efeito colateral causado por ingestão de medicamentos, álcool em excesso, nicotina ou cafeina, entre outros motivos. Sua principal causa, porém, são as labirintopatias, dolenças caracterizadas pela perturbação do labirinto (orelha interna) - órgão que, junto com outros receptores sensoriais, como pele, olhos e músculos,, processa informações da posição doo corpo humano no espaço que ocupa, mantendo o nosso equilíbrio corporal.
Para que o diagnóstico seja preciso e o tratamento eficiente, é preciso reconhecer o tipo de tontura do paciente e, assim, investigar suas causas. A tontura pode ser:
- Não rotatória: provoca a sensação de desmaio, a queda súbita de pressão e o escurecimento da visão. Uma de suas causas é o movimento de levantar rápido, chamado de hipotensão postural.
- Rotatória: chamada de vertigem, é causada por um distúrbio do labirinto (orelha interna) ou de suas conexões centrais.
Sensação de "cabeça leve", flutuação, desequilíbrio, impressão de estar caindo e de cabeça rodando. Em torno de 20 a 30% da população já sofreu com alguns desses incômodos característicos da tontura; sendo a terceira queixa mais frequente nos consultórios médicos, atrás apenas da dor e da fadiga.
Que é Vertigem ?
Grande parte das pessoas acredita que tontura e vertigem são sinônimos, mas na verdade a vertigem é um tipo de tontura, caracterizada pela sensação de rotação do espaço. Portanto toda vertigem é uma tontura, mas nem toda tontura é uma vertigem. A vertigem é o tipo mais comum de tontura (5 a 7%), sendo o principal sintoma das labirintopatias..
Tontura x Vertigem
A tontura pode ser consequência de problemas neurológicos, visuais e cervicais, de doenças como o Diabetes ou efeito colateral causado por ingestão de medicamentos, álcool em excesso, nicotina ou cafeina, entre outros motivos. Sua principal causa, porém, são as labirintopatias, dolenças caracterizadas pela perturbação do labirinto (orelha interna) - órgão que, junto com outros receptores sensoriais, como pele, olhos e músculos,, processa informações da posição doo corpo humano no espaço que ocupa, mantendo o nosso equilíbrio corporal.
Para que o diagnóstico seja preciso e o tratamento eficiente, é preciso reconhecer o tipo de tontura do paciente e, assim, investigar suas causas. A tontura pode ser:
- Não rotatória: provoca a sensação de desmaio, a queda súbita de pressão e o escurecimento da visão. Uma de suas causas é o movimento de levantar rápido, chamado de hipotensão postural.
- Rotatória: chamada de vertigem, é causada por um distúrbio do labirinto (orelha interna) ou de suas conexões centrais.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Fragilidades (Enfarte) do Coração Feminino.

Desde 2004 o interêsse por explicações para as diferenças entre o coração do homem/mulher, nas manifestações clínicas do enfarte passou a ser bem mais focada pela Associação Americana de Cardiologia e com repercussões no Brasil e no mundo. Sabemos que os sintomas nas mulheres, pelas diferenças intrínsecas, tem mortalidade maior que o homem em 50%.
Entre elas ocorre uma postergação no atendimento, pois o desconforto é de média ou baixa intensidade, e a localização difere se comparada ao homem. Desconforto ou dores lombares, epigástrio e mandíbulas são locais mais comuns nas eeferências dos sintomas. No homem o enfarte ou infarato do miocárdio (IAM) traz em geral dor aguda, opressiva no peito, com irradiação para um ou os dois braços, acompanhado de sudorese intensa. A mulher descreve um malelstar como gastrite ou má digestão ou até falta de ar (malinterpretada como ansiedade).
Entre elas ocorre uma postergação no atendimento, pois o desconforto é de média ou baixa intensidade, e a localização difere se comparada ao homem. Desconforto ou dores lombares, epigástrio e mandíbulas são locais mais comuns nas eeferências dos sintomas. No homem o enfarte ou infarato do miocárdio (IAM) traz em geral dor aguda, opressiva no peito, com irradiação para um ou os dois braços, acompanhado de sudorese intensa. A mulher descreve um malelstar como gastrite ou má digestão ou até falta de ar (malinterpretada como ansiedade).
O IAM silencioso é mais comum nas mulheres e diabéticos, tendo protelado o atendimento e posstergando o atendimento e o diagnóstico e o tratamento. Para termos uma sensação da gravidade do fato, anualmente morrem cêrca de 10.000 mulheres por câncer de mama e 30.000 por IAM. Existe um referência que diz "tempo é musculo" , ou seja, quanto mais rápido o atendimento, menor a extensão e morte de células do músculo cardíaco. Os protocolos preconizam um atendimento durante a primeira hora do IAM - "Hora de Ouro" . Sendo assim neste tempo é possivel recuperar-se 75% dos casos sem deixar sequela. Se a demora para o atendimento for de 3 horas o sucesso cairá para 25% apenas.
Não ha ainda explicações totalmente irrefutáveis para as diferenças na apresentação de um mesmo quadro entre homens/ mulheres ; mas especula-se alguns motivos que passamos a citar:
O Estrógeno (hormônio vasodilatador dos ovários) é dito ser um protetor do coração e induz a produção de uma proteina associada a resistência a dores. A distribuição nervosa da região é diferente entre homem/mulher e isso explicaria a regionalização diferente dos sintomas. Nas mulheres há mais ramificações para as costas e abdomem, e nos homens mais para o peito.
Por tudo isso as mulheres são mais vulneráveis que os homens. O risco de uma mulher que fuma é o dobro de um homem fumante. As diferenças anatômicas e funcionais entre o coração do homem/mulher explicaría a maior fragilidade dos sexos neste aspecto. O climatério e a menopausa (alterações hormonais) são elementos que exigem maior vigilância do cardiologista.
Idade média do primeiro IAM na mulher é 74 anos e ho homem 67 anos.
Incidência de sintomas do IAM silencioso é 42% na mulher e 30,7% no homem.
Taxa de mortalidade pós internação é 14,6% na mulher e 10,3% no homem.
Fatores outros.
As artérias coronárias são responsáveis pela nutrição do musculo cardíaco, e observa-se que na mulher são 15% mais finas e tortuosas que no homem, facilitando assim o depósito de gordura. A frequência cardíaca/min. na mulher é 10% maior que no homem; e isso levaría ao longo dos anos maior desgaste do órgão. No homem FC/min é de 55 a 70 batimentos e na mulher de 60 a 80.
Caso Clínico - "relato de uma paciente"
Ela comentou que não se sentia bem...Lhe doíam as costas... Ia deitar-se um pouco até que passasse... Um tempo mais tarde seu esposo foi ver como ela estava e a encontrou sem respirar... Não a puderam reviver.Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...Sabias que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam o infarto nos homens? Me refiro à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque cardíaco nos vai contar sua história:'Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos. Lia uma novela muito interessante, com o meu pijama preferido e muito relaxada, enquanto pensava: 'Que lindo, isto é vida...!'Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando - estando com pressa - comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água e parece que temos uma bola que desce pelo esôfago, bem devagar, meio embuchando-nos.É, então, que nos damos conta de que não deveríamos comer tão depressa e que deveríamos mastigar mais devagar e melhor, além disto, tomar um copo de água para ajudar ao processo digestivo.Esta foi minha sensação inicial... O 'único problema' era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h...Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta). Logo, a pressão começou a avançar para o meu externo (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo.Ahá!! Nesse momento, soube realmente o que estava se passando comigo... Acredito que todos temos lidos ou escutado que a dor no queixo é sinal de um ataque do coração.'Santo Deus, acredito que estou tendo um ataque cardíaco!' disse ao gato. Tirei os pés do pufF e tratei de ir até o telefone, mas caí ao solo...Então, disse: 'Isto é um ataque cardíaco e não deveria caminhar até o telefone nem a nenhum outro lugar, mas... se não digo a ninguém o que se está passando, ninguém poderá me ajudar... E se demoro, talvez não possa mover-me depois.'Me levantei apoianda em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Lhes disse que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava . Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.Segui suas instruções, me deitei e, quase imediatamente, perdi os sentidos. Não lembro quando, como entraram os médicos e nem quando me levaram de ambulância. Mas, vagamente, lembro de haver aberto os olhos ao chegar no hospital e ver que o cardiologista estava esperando pronto para levar-me à sala de cirurgia. O médico se aproximou e me fez algumas perguntas (creio que perguntou se havia tomado algum medicamento) mas não pude responder nem entender o que me dizia porque voltei a perder os sentidos. Acordei com o cardiologista - como descobri após algumas horas - havia introduzido um pequeno balão em minha artéria femoral para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito.Sei que parece que tudo o que fiz antes de chamar a ambulância houvesse demorado uns 20 ou 30 minutos, mas na realidade apenas me custou 4 ou 5 minutos... E, graças a minhas explicações precisas, os médicos já estavam esperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital.Vocês se perguntam porque lhes conto tudo isto com tanto detalhe demorado... É simplesmente porque quero que todos saibam o que aprendi depois desta terrível experiência.Passo, então, a resumir alguns pontos:1.Tenham em conta que seus sintomas, provavelmente, não serão parecidos em nada aos que padecem os homens. Eu, por exemplo, senti a dor no externo e no queixo. Dizem que muitas mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. Então, tomam um digestivo e logo vão para a cama esperando que o mal-estar desapareça durante a noite. Também, porque - por razões culturais - nós, as mulheres, estamos acostumadas a tolerar a dor e o desconforto mais que os homens. Queridas amigas: Talvez seus sintomas não sejam iguais ao meus, mas, por favor, não percam tempo. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...2.Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulância'. Amigas, o tempo é muito importante, Além disto, não pensem em dirigir nem deixem que seus esposos ou familiares as levem ao hospital. Além de que ninguém está em condições de dirigir sem que os nervos os atraiçoem, seus sintomas podem agravar-se no caminho do hospital e complicar as coisas. Tampouco é recomendável chamar O MÉDICO privado para que venha à sua casa. Além de perder minutos preciosos, poucos médicos levam em seu carro equipamento 'salva vidas' necessário nestes casos; a ambulância, sim está totalmente equipada. Principalmente, tem oxigênio que precisarás de imediato. Em todo caso, o hospital notificará teu médico depois.3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'... Se descobriu que o colesterol por si só (a menos que seja excessivo) raramente é a causa de um ataque cardíaco. Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco.Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.Um cardiologista disse que se todas as que recebemos este e-mail o enviarmos a 10 mulheres, poderemos estar certas de que ao menos UMA vida se salvará.
Fontes Bibliográficas..
- Drs. Marcus Malaquias e Dr. Raul Santos.
- Artigo Revista veja 29 fev. 2012.
- The Heart (Hurst)
segunda-feira, 12 de março de 2012
Chocolate e Coração...

Seguidamente os pacientes nos perguntam sobre os benefícios ou malefícios do chocolate sobre a sua saúde. A SOCESP - Soc. Cardiologia do estado de SP publicou recentemente um comentário de uma nutricionista.
Histórico
Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES. Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de “chocólatras”, mas afinal podemos consumi-lo sem culpa?
A ciência responde SIM! Porém, chocolate é bom para o coração, mas quanto?
Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.
O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca.
Composição e ações.
Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.
Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL).
No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!
Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate, é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30 g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Não vamos aos extremos da proibição nem da liberação total e irrestrita, porém não esqueçamos de que muitas verdades científicas atuais podem mudar amanhã, portanto mantenha seu apetite moderado.
Referência consultada ... Nabil Ghorayeb, Doutor em Cardiologia -FMUSP
Histórico
Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES. Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de “chocólatras”, mas afinal podemos consumi-lo sem culpa?
A ciência responde SIM! Porém, chocolate é bom para o coração, mas quanto?
Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.
O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca.
Composição e ações.
Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.
Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL).
No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!
Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate, é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30 g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Não vamos aos extremos da proibição nem da liberação total e irrestrita, porém não esqueçamos de que muitas verdades científicas atuais podem mudar amanhã, portanto mantenha seu apetite moderado.
Referência consultada ... Nabil Ghorayeb, Doutor em Cardiologia -FMUSP
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Fibrilação Atrial (arritmia)

Definição e Correlações Clínicas
É uma arritmia que tem como característica um rítmo rápido e irregular das camaras superiores do coração - átrios. Nesta situação ficam como que "tremendo", reduzindo muito sua capacidade de contrair e bombear o sangue para os ventrículos. É a arritmia mais comum , atingindo 2% da população; e sua incidência aumenta com o passar dos anos (mais após os 60 anos), o que não isenta os mais jovens.
Fatores de risco para FA (fibrilação atrial)
A Hipertensão Artrial (pressão alta), o diabetes, a doença das coronárias (quem teve enfarte), a insuficiência cardíaca (coração dilatado e fraco), problemas na válva mitral, doenças da tireóide, doenças pulmonares cronicas (bronquite, enfisema), idade maior que 60 anos, são os principais fatores de risco para ocorrer esta arritmia. Poderá ocorrer sem uma causa aparente.
Álcool em excesso é uma causa comum de FA. Tabagismo pode contribuir para seu surgimento, pois os fumantes tem maior chance quandoo comparado ao não fumante. Uso ode estimulantes - cafeina, energéticos e descongestionante nasal (com vasoconstrictor), são fatores predisponentes para FA.
Prevenção
Observando um controle dos fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão, diabetes, tabagismo, aliados a hábitos saudáveis de vida e exercicios físicos, com dieta balanceada, reduz a chance do surgimentoo dessa arritmia. O acompanhamento m´dico periódico é muito importante para o diagnóstico e prevenção da doença.
Sintomas e Diagnóstico
Palpitações, sensação de batimentos cardiacos acelerados e irregulares, falta de ar tonturas, cansaço e dores no peito são os sintomas mais comuns. Cerca de 50% dos casos se apresenta de modo silencioso (nada sentimos). Através do pulso e ausculta cardíaca o médico poderá suspeitar da doença, através da análise da irregularidade dos batimentos cardíacos. Confirma-se através do eletrocardiograma, mas as vezes precisamos observar os batimentos por períodos prolongados, através de exames complementares.
Consequências e Riscos
É dita ser uma arritmia "benigna" pois não ameaça a vida, mas pode trazer enfraquecimento do músculo do coração - chamada insuficiência cardíaca. Pela lentidão da circlação do sangue pelos átrios, pode haver formação de coágulos que ao se deslocarem provocando AVC -acidente vascular cerebral (derrame). Importante ressaltar que os fibrilados (FA) tem de 5 a 7 vezes maior chance de sofrer um AVC do que os que não possuem esta arritmia.
Tratamento
Ainda não existe cura para a FA, mas com o tratameto adequado poderá ter uma vida de boa qualidade (prática física e alimentação normal). Usamos medicamentos para o controle dos batimentos cardiacos. Além disso, os pacientes de maior risco (idade maior que 75 anos, hipertensos, diabéticos e insf. cardíaca ou que já tiveram AVC), precisam fazer prevenção para que não ocorra mais acidentes circulatórios, usando anticoagulantes. Pacientes mais jovens, sem outra doença de base no coração, podem tirar benefício da secção de algumas fibras (ablação) e com isso reduzir os riscos da fibrilação atrial.
Fonte bibliográfica:
Dr. Guilherme Fenelon (Coração na batida certa) http://www.arritmiasmortesubita.org.br/
É uma arritmia que tem como característica um rítmo rápido e irregular das camaras superiores do coração - átrios. Nesta situação ficam como que "tremendo", reduzindo muito sua capacidade de contrair e bombear o sangue para os ventrículos. É a arritmia mais comum , atingindo 2% da população; e sua incidência aumenta com o passar dos anos (mais após os 60 anos), o que não isenta os mais jovens.
Fatores de risco para FA (fibrilação atrial)
A Hipertensão Artrial (pressão alta), o diabetes, a doença das coronárias (quem teve enfarte), a insuficiência cardíaca (coração dilatado e fraco), problemas na válva mitral, doenças da tireóide, doenças pulmonares cronicas (bronquite, enfisema), idade maior que 60 anos, são os principais fatores de risco para ocorrer esta arritmia. Poderá ocorrer sem uma causa aparente.
Álcool em excesso é uma causa comum de FA. Tabagismo pode contribuir para seu surgimento, pois os fumantes tem maior chance quandoo comparado ao não fumante. Uso ode estimulantes - cafeina, energéticos e descongestionante nasal (com vasoconstrictor), são fatores predisponentes para FA.
Prevenção
Observando um controle dos fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão, diabetes, tabagismo, aliados a hábitos saudáveis de vida e exercicios físicos, com dieta balanceada, reduz a chance do surgimentoo dessa arritmia. O acompanhamento m´dico periódico é muito importante para o diagnóstico e prevenção da doença.
Sintomas e Diagnóstico
Palpitações, sensação de batimentos cardiacos acelerados e irregulares, falta de ar tonturas, cansaço e dores no peito são os sintomas mais comuns. Cerca de 50% dos casos se apresenta de modo silencioso (nada sentimos). Através do pulso e ausculta cardíaca o médico poderá suspeitar da doença, através da análise da irregularidade dos batimentos cardíacos. Confirma-se através do eletrocardiograma, mas as vezes precisamos observar os batimentos por períodos prolongados, através de exames complementares.
Consequências e Riscos
É dita ser uma arritmia "benigna" pois não ameaça a vida, mas pode trazer enfraquecimento do músculo do coração - chamada insuficiência cardíaca. Pela lentidão da circlação do sangue pelos átrios, pode haver formação de coágulos que ao se deslocarem provocando AVC -acidente vascular cerebral (derrame). Importante ressaltar que os fibrilados (FA) tem de 5 a 7 vezes maior chance de sofrer um AVC do que os que não possuem esta arritmia.
Tratamento
Ainda não existe cura para a FA, mas com o tratameto adequado poderá ter uma vida de boa qualidade (prática física e alimentação normal). Usamos medicamentos para o controle dos batimentos cardiacos. Além disso, os pacientes de maior risco (idade maior que 75 anos, hipertensos, diabéticos e insf. cardíaca ou que já tiveram AVC), precisam fazer prevenção para que não ocorra mais acidentes circulatórios, usando anticoagulantes. Pacientes mais jovens, sem outra doença de base no coração, podem tirar benefício da secção de algumas fibras (ablação) e com isso reduzir os riscos da fibrilação atrial.
Fonte bibliográfica:
Dr. Guilherme Fenelon (Coração na batida certa) http://www.arritmiasmortesubita.org.br/
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Colesterol - Comentários
Combate ao colesterol
O colesterol é uma substância gordurosa importante para vários processos orgânicos, entre eles a formação das células, a produção de hormônios, de vitamina D e de ácidos que ajudam a digerir as gorduras.
O problema é que o ser humano necessita apenas de uma pequena quantidade de colesterol no sangue, produzida quase que totalmente pelo fígado. O excedente acaba se acumulando nas paredes das artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Segundo o Dr. Bráulio Luna Filho, presidente da SOCESP na gestão 2006 – 2077, a predisposição à hipercolesterolemia – alta concentração de colesterol no sangue – é transmitida geneticamente. Por este motivo, pacientes com parentes diretos que tenham sofrido problemas cardiovasculares devem estar mais atentos e realizar exames preventivos periodicamente.
“Mesmo mantendo hábitos saudáveis, muitas vezes, a medicação é necessária. Nem por isso as pessoas devem descuidar da saúde. Uma alimentação balanceada é importante sempre e pode ser suficiente para controlar os níveis de colesterol, adiar o início da medicação, ou mesmo, reduzir as doses de medicamento”, observa o cardiologista.
FONTES DE COLESTEROL
O colesterol está presente em alimentos de origem animal, como carnes, leite e seus derivados, frutos do mar, gema de ovo, pele de frango, ou embutidos, como salame, mortadela e salsicha.
As gorduras saturadas, que provocam aumento da concentração de colesterol, são encontradas em alimentos industrializados, a exemplo de bolos, biscoitos recheados, chocolates, tortas, sorvetes cremosos e em alimentos vegetais, como coco, banha de coco e azeite de dendê. Por esse motivo, as pessoas devem se preocupar com a ingestão exagerada de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada.
É importante salientar que nenhum alimento deve ser consumido exageradamente com o intuito de reduzir as taxas de colesterol. “Não existem alimentos que por si só diminuem os níveis de colesterol, ainda que ingeridos em grande quantidade. O importante é a combinação de dieta balanceada, prática de atividade física regular e consultas periódicas ao médico para exames preventivos e orientação individualizada”, alerta o Dr. Bráulio Luna Filho.
COLESTEROL BOM x RUIM
Nem todo colesterol é prejudicial. O colesterol é composto de frações. O LDL-colesterol é chamado colesterol ruim, pois causa todos os problemas citados acima, quando em excesso. Já o HDL-colesterol, ou colesterol bom, em quantidades adequadas, representa fator de proteção das artérias, dificultando a entrada do LDL colesterol.
Segundo o Dr. Ari Timerman, presidente da SOCESP na gestão 2008 – 2009, chefe da Seção de Emergências e UTI do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o excesso do LDL colesterol o leva para dentro das paredes das artérias de qualquer parte de nosso organismo, constituindo a placa ateroesclerótica. “Essa placa, com o tempo, aumenta de volume, podendo obstruir parcial (angina), ou totalmente a artéria (infarto), ou ainda torná-la mais suscetível a um rompimento”.
O Dr. Ari Timerman alerta que a melhor forma de elevar seus níveis de colesterol bom (HDL) é praticar atividade física regularmente. “Em consultas periódicas ao cardiologista, o paciente pode se informar sobre seu estado clínico e, em casos de níveis elevados mesmo com a dieta, receberá a indicação de medicamentos que baixem o colesterol ruim”, observa o cardiologista.
PREVENÇÃO
A hipercolesterolemia, na maioria das vezes, não provoca sintomas, o que explica a necessidade de realizar exames periódicos para diagnóstico precoce. Frequentemente, a primeira manifestação clínica é um evento cardíaco ou cerebrovascular agudo, resultante de muitos anos de colesterol alto não tratado.
Os exames preventivos devem começar a partir dos 20 anos de idade, com intervalos de cinco anos, para indivíduos sem outros fatores de risco. Se há histórico de problemas de colesterol, ou doença cardiovascular na família, antes dos 55 anos de idade, a avaliação periódica deve iniciar ainda na infância.
Além do histórico familiar nas dislipidemias, tabagismo, obesidade – principalmente abdominal -, sedentarismo, estresse, hipertensão arterial e diabetes são outros fatores de risco relevantes, adverte o Dr. Ari Timerman (SP).
Fonte... Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de SP.
Sempre me chamou atenção o fato de não haver necessidade imperiosa de elevações do colesterol para termos AVC (derrame) ou IAM (Infarto). Trata-se de um desequilibrio entre os fatores protetores do endovaso e os elementos agressores. O colesterol, por si não é inimigo das artérias, mas se houver lesão por oxidantes - fumo, stress, sedentarismo, hipertensão, diabetes, ..... isso abre o caminho para o depósito em placas . Nós, portanto,participamos da intensidade da agressão a camada íntima dos vasos quando infringimos os ítens citados.
Élio Rolim - Cremers 7095.
O colesterol é uma substância gordurosa importante para vários processos orgânicos, entre eles a formação das células, a produção de hormônios, de vitamina D e de ácidos que ajudam a digerir as gorduras.
O problema é que o ser humano necessita apenas de uma pequena quantidade de colesterol no sangue, produzida quase que totalmente pelo fígado. O excedente acaba se acumulando nas paredes das artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Segundo o Dr. Bráulio Luna Filho, presidente da SOCESP na gestão 2006 – 2077, a predisposição à hipercolesterolemia – alta concentração de colesterol no sangue – é transmitida geneticamente. Por este motivo, pacientes com parentes diretos que tenham sofrido problemas cardiovasculares devem estar mais atentos e realizar exames preventivos periodicamente.
“Mesmo mantendo hábitos saudáveis, muitas vezes, a medicação é necessária. Nem por isso as pessoas devem descuidar da saúde. Uma alimentação balanceada é importante sempre e pode ser suficiente para controlar os níveis de colesterol, adiar o início da medicação, ou mesmo, reduzir as doses de medicamento”, observa o cardiologista.
FONTES DE COLESTEROL
O colesterol está presente em alimentos de origem animal, como carnes, leite e seus derivados, frutos do mar, gema de ovo, pele de frango, ou embutidos, como salame, mortadela e salsicha.
As gorduras saturadas, que provocam aumento da concentração de colesterol, são encontradas em alimentos industrializados, a exemplo de bolos, biscoitos recheados, chocolates, tortas, sorvetes cremosos e em alimentos vegetais, como coco, banha de coco e azeite de dendê. Por esse motivo, as pessoas devem se preocupar com a ingestão exagerada de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada.
É importante salientar que nenhum alimento deve ser consumido exageradamente com o intuito de reduzir as taxas de colesterol. “Não existem alimentos que por si só diminuem os níveis de colesterol, ainda que ingeridos em grande quantidade. O importante é a combinação de dieta balanceada, prática de atividade física regular e consultas periódicas ao médico para exames preventivos e orientação individualizada”, alerta o Dr. Bráulio Luna Filho.
COLESTEROL BOM x RUIM
Nem todo colesterol é prejudicial. O colesterol é composto de frações. O LDL-colesterol é chamado colesterol ruim, pois causa todos os problemas citados acima, quando em excesso. Já o HDL-colesterol, ou colesterol bom, em quantidades adequadas, representa fator de proteção das artérias, dificultando a entrada do LDL colesterol.
Segundo o Dr. Ari Timerman, presidente da SOCESP na gestão 2008 – 2009, chefe da Seção de Emergências e UTI do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o excesso do LDL colesterol o leva para dentro das paredes das artérias de qualquer parte de nosso organismo, constituindo a placa ateroesclerótica. “Essa placa, com o tempo, aumenta de volume, podendo obstruir parcial (angina), ou totalmente a artéria (infarto), ou ainda torná-la mais suscetível a um rompimento”.
O Dr. Ari Timerman alerta que a melhor forma de elevar seus níveis de colesterol bom (HDL) é praticar atividade física regularmente. “Em consultas periódicas ao cardiologista, o paciente pode se informar sobre seu estado clínico e, em casos de níveis elevados mesmo com a dieta, receberá a indicação de medicamentos que baixem o colesterol ruim”, observa o cardiologista.
PREVENÇÃO
A hipercolesterolemia, na maioria das vezes, não provoca sintomas, o que explica a necessidade de realizar exames periódicos para diagnóstico precoce. Frequentemente, a primeira manifestação clínica é um evento cardíaco ou cerebrovascular agudo, resultante de muitos anos de colesterol alto não tratado.
Os exames preventivos devem começar a partir dos 20 anos de idade, com intervalos de cinco anos, para indivíduos sem outros fatores de risco. Se há histórico de problemas de colesterol, ou doença cardiovascular na família, antes dos 55 anos de idade, a avaliação periódica deve iniciar ainda na infância.
Além do histórico familiar nas dislipidemias, tabagismo, obesidade – principalmente abdominal -, sedentarismo, estresse, hipertensão arterial e diabetes são outros fatores de risco relevantes, adverte o Dr. Ari Timerman (SP).
Fonte... Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de SP.
Sempre me chamou atenção o fato de não haver necessidade imperiosa de elevações do colesterol para termos AVC (derrame) ou IAM (Infarto). Trata-se de um desequilibrio entre os fatores protetores do endovaso e os elementos agressores. O colesterol, por si não é inimigo das artérias, mas se houver lesão por oxidantes - fumo, stress, sedentarismo, hipertensão, diabetes, ..... isso abre o caminho para o depósito em placas . Nós, portanto,participamos da intensidade da agressão a camada íntima dos vasos quando infringimos os ítens citados.
Élio Rolim - Cremers 7095.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Cuidados com o "Pé do Diabético".

Neste domingo de Natal 2011, foi postado no jornal ZH um relevante artigo sobre as complicações que pode haver com os pés do diabético. Para termos esses cuidados é imperioso que se saiba se somos ou não diabéticos. Aproximadamente 15% dos mesmos terão complicações ulcerosas nos pés durante a vida. De 15 a 25% dos diabéticos terão feridas crônicas, com evolução de risco para amputação de parte ou mesmo do pé, cfe. a Assoc. Pediatria Americana.
Assustador é que metade dos amputados, tem chances de 50% de morrer nos próximos cinco anos. No Brasil a situação é igual ou até pior, cfe. estudos estatísticos. A SBACV - Soc.Brasileira de Angiologia e Cir.Vascular lançou 10.000 exemplares de um manual com os cuidados do pé diabético; desde o diagnóstico e orientação precoce.
Entre os anos de 2003-2006 houve redução em 50% das amputações de coxa e pernas no Rio de Janeiro, com uma campanha forte. Caiu 90% a internação na rede pública com esta campanha, mostrando que o conhecimento prévio do problema traz benefícios sociais .
Assustador é que metade dos amputados, tem chances de 50% de morrer nos próximos cinco anos. No Brasil a situação é igual ou até pior, cfe. estudos estatísticos. A SBACV - Soc.Brasileira de Angiologia e Cir.Vascular lançou 10.000 exemplares de um manual com os cuidados do pé diabético; desde o diagnóstico e orientação precoce.
Entre os anos de 2003-2006 houve redução em 50% das amputações de coxa e pernas no Rio de Janeiro, com uma campanha forte. Caiu 90% a internação na rede pública com esta campanha, mostrando que o conhecimento prévio do problema traz benefícios sociais .
" Um dos principais problemas é o paciente não saber ser diabético "
Principais sintomas são as dores nas pernas, que pioram com os exercicios e caminhadas, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados, dormência e pouca sensibilidade nos mesmos, o que pode levar a nãopercepção de ferimento no local.
Cuidados Obrigatórios.
>Examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
>Evitar colocar os pés de molho, pois poderão rachar e ressecar.
>Nunca andar descalço, mesmo em casa.
>Não tentar remover calos ou verrugas com curiosos ou pedicures sem treinamento.
>Usar diariamente loção ou creme hidratante nos pés; retirando o excesso e não usar creme entre os dedos.
>Pedir ao seu médico para examinar bem seus pés durante a consulta.
Doze Mandamentos do Pé Diabético:
- Não fazer compressas nos pés: nem quente, nem fria e nem gelada.
- Usar meias sem costuras ou com as costuras para fora.
- Não remover cutículas das unhas dos pés.
- Não usar sandális com tiras entre os dedos.
- Cortar as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha.
- Hidratar bem os pés.
- Nunca andar descalço.
- Olhar sempre as plantas dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento.
- Não usar sapatos apertados ou de bico fino.
- Tratar as calosidades com profisiionais da saúde.
- Secar bem os dedos após o banho.
# Bibliografia consultada.... Artigo publicado em ZH.
Se quiser saber mais, entrar em http://www.sbacv.com.br/
Cuidados Obrigatórios.
>Examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
>Evitar colocar os pés de molho, pois poderão rachar e ressecar.
>Nunca andar descalço, mesmo em casa.
>Não tentar remover calos ou verrugas com curiosos ou pedicures sem treinamento.
>Usar diariamente loção ou creme hidratante nos pés; retirando o excesso e não usar creme entre os dedos.
>Pedir ao seu médico para examinar bem seus pés durante a consulta.
Doze Mandamentos do Pé Diabético:
- Não fazer compressas nos pés: nem quente, nem fria e nem gelada.
- Usar meias sem costuras ou com as costuras para fora.
- Não remover cutículas das unhas dos pés.
- Não usar sandális com tiras entre os dedos.
- Cortar as unhas retas e acertar os cantos com serra de unha.
- Hidratar bem os pés.
- Nunca andar descalço.
- Olhar sempre as plantas dos pés e tratar logo qualquer arranhão ou ferimento.
- Não usar sapatos apertados ou de bico fino.
- Tratar as calosidades com profisiionais da saúde.
- Secar bem os dedos após o banho.
# Bibliografia consultada.... Artigo publicado em ZH.
Se quiser saber mais, entrar em http://www.sbacv.com.br/
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Doença de Alzheimer.

Para você entender o motivo pelo qual um cardiologista aborda este tema, cabe lembrar que o médico não trata doenças e sim pessoas. Seguidamente somos questionados sobre; haver ou não sinais desta doença nos consultandos. O envelhecimento da população exige cada vez mais do profissional da saúde. Houve aumento do número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, representando 10,8% (cerca de 20 milhões de pessoas). Já o segmento acima de 80 anos é aquele que mais cresce no mundo e também no Brasil.
Lidar com a terminalidade da vida e pacientes mais vulneráveis; bem como doenças crônicas preocupa o médico. A dimensão social desta doença, implica participação e envolvimento familiar muito marcante. Há necessidade de tratar, cuidar e proteger essas pessoas com esta doença, dando dignidade no final de suas vidas.
A doença compromete a capacidade cognitiva e funções como: memória, linguagem e habilidades visuais e espaciais, provocando mudança no seu comportamento. É uma doença cruel pois deteriora a memória, minando sua identidade. Há perda da autonomia, fazendo com que fiquemos dependentes dos familiares e cuidadores para prover as necessidades da vida diária (em casos mais avançados prejudica até a deglutição, precisando de alimentação articifial). Pode até haver questionamento sobre um impedimento para os atos jurídicos e existe apoio da lei, que permite interdição legal da pessoa fisica, com base em laudos médicos.
"Buscamos o rumo da compreensão da morte e a uma evolução pessoal e coletiva possa trazer novas persepções e melhore o nosso viver e o nosso morrer" - Roberto Dávila.
Saiba mais sobre a doença:
De acordo com a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), o Alzheimer afeta 7% da população entre 60 e 90 anos. Trata-se de uma doença degenerativa que atinge os neurônios. Por fatores biológicos, a partir dos 30 anos o ser humano começa a perder as células responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, mas depois dos 60 a situação começa a se intensificar. No Brasil, de 1999 a 2008 o número de pessoas acometidas pela doença aumentou vertiginosamente: passou de 1.343 para 7.882. A expectativa é que ocorram 50 mil novos casos por ano. Dados mundiais apontam 36 milhões de pessoas com o diagnóstico - no ano de 2030 serão 66 milhões. A grande causa disso é o envelhecimento populacional. "Aos 60 anos, cerca de 10% das pessoas apresentam algum grau de demência; numero que dobra a cada 5 anos. Assim, aos 85 anos, 47,8% da população apresenta demência, ou seja, uma em cada duas pessoas nesta idade tem demência.
Sinais de alerta para a doença:
- Fazer a mesma pergunta várias vezes.
- Repetir a mesma estória, palavra após palavra, várias vezes.
- Mudança de personalidade, perda da iniciativa.
- Alteração do humor e comportamento.
- Perda frequente dos objetos.
- Comprometimento do julgamento e do raciocínio abstrato.
- Desorientação no tempo e espaço.
- Distúrbio de linguagem.
- Dificuldade para as atividades da vida diária.
Fontes bibliográficas consultadas: Alzheimer`s Association, US National Institutes of Health ; Jornal do CFM out.2011
Lidar com a terminalidade da vida e pacientes mais vulneráveis; bem como doenças crônicas preocupa o médico. A dimensão social desta doença, implica participação e envolvimento familiar muito marcante. Há necessidade de tratar, cuidar e proteger essas pessoas com esta doença, dando dignidade no final de suas vidas.
A doença compromete a capacidade cognitiva e funções como: memória, linguagem e habilidades visuais e espaciais, provocando mudança no seu comportamento. É uma doença cruel pois deteriora a memória, minando sua identidade. Há perda da autonomia, fazendo com que fiquemos dependentes dos familiares e cuidadores para prover as necessidades da vida diária (em casos mais avançados prejudica até a deglutição, precisando de alimentação articifial). Pode até haver questionamento sobre um impedimento para os atos jurídicos e existe apoio da lei, que permite interdição legal da pessoa fisica, com base em laudos médicos.
"Buscamos o rumo da compreensão da morte e a uma evolução pessoal e coletiva possa trazer novas persepções e melhore o nosso viver e o nosso morrer" - Roberto Dávila.
Saiba mais sobre a doença:
De acordo com a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), o Alzheimer afeta 7% da população entre 60 e 90 anos. Trata-se de uma doença degenerativa que atinge os neurônios. Por fatores biológicos, a partir dos 30 anos o ser humano começa a perder as células responsáveis pela condução dos impulsos nervosos, mas depois dos 60 a situação começa a se intensificar. No Brasil, de 1999 a 2008 o número de pessoas acometidas pela doença aumentou vertiginosamente: passou de 1.343 para 7.882. A expectativa é que ocorram 50 mil novos casos por ano. Dados mundiais apontam 36 milhões de pessoas com o diagnóstico - no ano de 2030 serão 66 milhões. A grande causa disso é o envelhecimento populacional. "Aos 60 anos, cerca de 10% das pessoas apresentam algum grau de demência; numero que dobra a cada 5 anos. Assim, aos 85 anos, 47,8% da população apresenta demência, ou seja, uma em cada duas pessoas nesta idade tem demência.
Sinais de alerta para a doença:
- Fazer a mesma pergunta várias vezes.
- Repetir a mesma estória, palavra após palavra, várias vezes.
- Mudança de personalidade, perda da iniciativa.
- Alteração do humor e comportamento.
- Perda frequente dos objetos.
- Comprometimento do julgamento e do raciocínio abstrato.
- Desorientação no tempo e espaço.
- Distúrbio de linguagem.
- Dificuldade para as atividades da vida diária.
Fontes bibliográficas consultadas: Alzheimer`s Association, US National Institutes of Health ; Jornal do CFM out.2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Sal, Saúde e Hipertensão Arterial.
Recentemente assistimos em Fortaleza, o VIII Congresso Brasileiro do Deptº Hipertensão Arterial (SBC) . Tivemos oportunidade de agregar informações muito preocupantes sobre o uso excessivo de sal na alimentação de todos nós e das nossas crianças; induzindo um comportamento que trará acrescimo no número de hipertensos no futuro. Porisso, e por ter tido contato com Dr. Celso Amodeo (Cardiologista do HCor - SP) durante sua conferência, passamos a abordar este tema tão preocupante:Cerca de 60 milhões de brasileiros (30% da população) tem Hipertensão Arterial, doença silenciosa que aumenta sua prevalência com o passar dos anos. Pessoas com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo e dieta com muito sal), faz a doença surgir mais precocemente e com maior resistência ao tratamento. Ha vários estudos relacionando o sal e a Hipertensão, mostrando claramente que o aumento dos valores da pressão é maior em indivíduos com alto consumo de sal. Este fato é de grande importância pois para cada aumento de 20 mmHg da pressão máxima e de 10 mmHg para a mínima, dobra-se o risco cardiovascular do paciente (Infarto e Ac.Vascular Cerebral (AVC)). Com o aumento de consumo do sal, ocorre retenção de água, ativação dos mecanismos pressores, cálcio intracelular, resistência à insulina e ação sobre os receptores de angiotensina I, tudo isso contribuindo para elevação da PA. Com a restrição do sal, nota-se claramente a queda nas médias da pressão. Admite-se como aceitavel : 6 g sal/dia = 2,4 g de sódio (100 mmol) = 4 colheres café (rasa) + 2 g dos próprios alimentos.
Ao grande consumidor de sal, fica o recado - Ha estreita associação de aumento de mortalidade por todas as causas relacionadas com doença cardiovascular e coronária; quando há aumento de 6g/dia na ingesta de sal (que pode ser avaliada pela excreção urinária de 24 h).A prevalência da hipertensão vai progredindo com o avançar da idade em populações com alto consumo de sal. Os provaveis mecanismos relacionados com a sensibilidade ao sal tem como causas: - genéticas, reatividade vascular, sistema nervoso simpático, renais, óxido nítrico, barorreceptores e outros.
Porisso torna-se imperioso adotarmos, desde a infância, uma dieta com baixos teores de sal para todos em nosso povo. Queijos, azeitonas, embutidos, sopas prontas,.... tem alto conteúdo de sódio. Daí haver, por mecanismos indiretos, aumento da osteoporose, diabetes, doenças de tireóide e outros males. "O uso excessivo do sal nos restaurantes preocupa muito a SBC, pois em cidades como São Paulo, 70% das refeições são feitas fora de casa - e precisamos conscientizar os produtores refeições industrializadas sobre este mal social em termos de saude pública. Se pudermos calcular a quantidade de sal gasta por mês num restaurante e o número de clientes que aí fazem as refeições, poderemos fazer o cálculo de sal ingerido por pessoa em média".
Cerca de 72% do sal consumido pela população vem dos alimentos processados (enlatados, envidrados, queijos e embutidos). Todos esses alimentos contém muito sódio (sal de cozinha). Seu elevado consumo faz o organismo reter muito líquido, podendo levar a hipertensão - responsável pelo infarto e AVC, além de afetar os rins. Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior que o recomendado pelos médicos (4 a 6 g/dia). Ao contrário disso consumimos em média 12 a 15 g/dia, chegando a valores maiores em nosso estado (churrasco salgado).
Fonte bibliográfica : Dr. Celso Amodeo ; salt institute.com ; intersalt study
Fonte bibliográfica : Dr. Celso Amodeo ; salt institute.com ; intersalt study
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