quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Halitose



Mau Hálito ou Halitose

Mau Hálito ou Halitose é o odor desagradável e, muitas vezes, repugnante do ar expelido pelos pulmões. Pode ter diversas causas, e varia com o período do dia e a idade da pessoa, agravando-se à proporção que a fome aumenta. É mais facilmente percebido por estranhos do que pela própria pessoa portadora de halitose.O mau hálito matinal não é, no entanto, considerado um problema, pois é fisiológico, presente em 100% da população. Ele acontece devido a leve hipoglicemia, a redução fluxo salivar durante o sono, além do aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Esses microorganismos atuam sobre a descamação natural da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, gerando componentes de cheiro desagradável (chamados de compostos sulfurados voláteis ou CSV). Esta halitose matinal, no entanto deve desaparecer após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua e após a primeira refeição da manhã, caso contrário, pode realmente ser considerada mau hálito.

Causas
A halitose pode ser causada por diversos fatores, bucais e não bucais, fisiológicos (que requerem apenas orientação) ou patológicos (que requerem tratamento).Dentre os fatores bucais, a causa mais comum é a higiene oral deficiente e conseqüente formação de saburra lingual e placas dentárias. A higienização precária da língua (levando à formação de saburra), reentrâncias retentoras de alimentos, cáries, substâncias plásticas usadas na confecção de dentaduras e pontes (por infiltração de líquidos bucais), são outras causas bucais importantes.A saburra é um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que fica aderida ao dorso da língua, principalmente no terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, em que os principais microrganismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais, conforme foi explicado para a halitose da manhã, produzem componentes de cheiro desagradável no final do seu metabolismo.Já as causas extrabucais mais freqüentes são as doenças da orofaringe, bronco-pulmonares, digestivas, alcalose, doenças hepáticas, perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes (odor de acetona ou fruta), nefrite (odor amoniacal característico devido à concentração de uréia na saliva e sua decomposição em amoníaco pelas bactérias), tabagismo, doenças febris, deficiência de vitamina A e D, intestino preso, estresse e causas desconhecidas. Também são fontes de mau cheiro, as próteses mal adaptadas e as restaurações defeituosas. Hoje sabemos que o estômago tem pouca participação na gênese desse odor desagradável, o que pode ocorrer durante o vômito ou em casos de eructação.

Conseqüências
A simples presença de mau hálito, apesar de não ter grandes repercussões clínicas para a pessoa, pode, na maioria das vezes, provocar sérios prejuízos psicossociais. Os mais comumente relatados são a insegurança ao se aproximar das pessoas, a depressão secundária a isso, dificuldade em estabelecer relações amorosas, esfriamento do relacionamento entre o casal, resistência ao sorriso, ansiedade, e baixo desempenho profissional, quando o contato com outras pessoas é necessário.

Diagnóstico
O diagnóstico é facilmente feito, pela história clínica e constatação do mau cheiro característico. Inicialmente deve-se tentar eliminar as possibilidades de causas fisiológicas e halitose secundária a outras doenças. A investigação inicial inclui o exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária, em busca de sinais de higienização precária, gengivites e periodontite, além da saburra lingual.Hoje já existem, no entanto, métodos complementares que auxiliam este diagnóstico. Dentre eles está a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halímetria. Esta última é conseguida através de um moderno e portátil aparelho que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados voláteis, presentes na boca. O halurímetro permite uma avaliação da gravidade do problema, além do acompanhamento da evolução do tratamento e do diagnóstico de pacientes com halitose psicogênica.

Como se previne?
A prevenção é a medida mais importante no caso do mau hálito, e acaba sendo a principal forma de tratamento. Deve-se ter cuidado com a alimentação e, principalmente, com a higiene bucal. No caso de tendência ao mau hálito, deve-se evitar carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho, cebola. Deve-se dar preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota, evitar bebidas alcoólicas, fumo e medicamentos com cheiro acentuado. A alimentação rica em cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos auxilia na promoção de uma limpeza total na parte dos dentes, na linha das gengivas.Uma boa freqüência de ingestão de água e de alimento que contenha algum carboidrato também é muito importante.A higiene bucal e lingual deve ser caprichada. Os dentes devem ser bem escovados, sempre que necessário, principalmente após cada refeição. A língua deve ser limpa com raspadores específicos, a cada escovação de dentes, para a eliminação da saburra. O uso de fio dental e a realização de bochechos (com uma pitada de bicarbonato de sódio ou anti-sépticos bucais) melhoram significativamente este problema.Também pode ser feita uma estimulação da produção de saliva de uma maneira fisiológica, com balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal.No entanto, consultas periódicas ao dentista são essenciais, principalmente para uma higienização mais profissional, única forma de remover a placa bacteriana ou o acúmulo de tártaro na região inferior dos dentes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sobrepeso e Obesidade



*A obesidade e o sobrepeso geralmente não são difíceis de serem reconhecidos, mas o diagnóstico correto requer que os níveis de risco sejam identificados, e para tal são necessárias algumas formas de quantificação.


Medidas antropométricas

*A massa corporal tradicionalmente é avaliada pelo peso ajustado para a altura.


IMC (Índice de Massa Corporal)

*É calculado através da divisão do peso, em quilogramas, pelo quadrado da altura, em metros.

*O IMC é um bom indicador apesar de não ser totalmente correlacionado com a gordura corporal. A combinação de IMC com medidas da distribuição de gordura pode ajudar a resolver alguns problemas do uso do IMC isolado.

Tabela 1.1 - Classificação de peso pelo IMC




PRINCIPAIS LIMITAÇÕES DO IMC :

*Não distingue massa gordurosa de massa magra;

*Não reflete a distribuição da gordura corporal total. Pode subestimar a presença da gordura visceral (intra-abdominal) que é um fator de risco potencial para doença cardiovascular;

*O IMC não reflete necessariamente o mesmo grau de gordura em diferentes populações, particulamente por causa das diferentes proporções corporais;

*Na população brasileira, tem-se utilizado a tabela proposta pela WHO para classificação de sobrepeso e obesidade, e seu uso apresenta as mesmas limitações encontradas na literatura. Apresenta, no entanto, semelhante correlação com as comorbidades.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Os dez mandamentos de um hipertenso

* Cuide da sua pressão para evitar doenças graves;

* Se o tratamento for com uso de medicamentos, tome conforme a prescrição do médico, não altere, nem diminua a dose diária por conta própria;

* Verifique a sua pressão com regularidadepara certificar-se que o tratamento está dando certo. Não é poruqe você nada sente que a sua pressão está normal;

* Não perca contato com o seu médico. Ajustes de dose e substituição de medicamnetos são comuns, o seu médico pode lhe dizer qual a pressão arterial você deve ter com o tratamento;

* Cuide o peso, faça exercícios, oriente-se com o seu médico;

* Reduza o consumo de sal, diminua ou abandone bebidas alcoólicas e o tabagismo;

* Controle as alterações das gorduras no sangue, evitando alimentos que aumentam os triglicerídeos e o colesterol;

*Compareça ás consultas regularmente, informe qualquer alteração ao seu médico e nunca abandone o tratamento;

* Consulte sempre o seu médico e jamais se automedique;

*Quanto antes a hipertensão arterial for detectada, menor o risco para a sua saúde.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hipertensão e Derrame Cerebral (AVC)



HIPERTENSÃO É RESPONSÁVEL POR 80% DOS CASOS DE AVC NO BRASIL
A hipertensão, doença que atinge 30% da população adulta brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade, está presente em 80% dos casos de acidentes vascular cerebral (AVC). Segundo estimativas do Ministério da Saúde, o AVC é a principal causa de morte em todas as regiões do País e dos pacientes que sobrevivem 50% ficam com algum grau de comprometimento ou sequela. “Porisso é tão importante a adesão ao tratamento e a medição constante da pressão arterial”, reforça o cardiologista Dr. Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Apesar da significativa redução no número de mortos por derrame desde 1960, a doença permanecia, em 2004, como a terceira causa mais freqüente de morte nos Estados Unidos, atrás apenas de doenças cardíacas e câncer. Aproximadamente 54% dos derrames nos Estados Unidos, em 2004, ocorreram fora de hospitais. A administração de medicação específica pode beneficiar pacientes com derrame isquêmico agudo; entretanto, o tratamento deve começar em até três horas desde o início dos sintomas. Para o derrame hemorrágico, é crucial a cirurgia imediata que previne a possibilidade de um novo sangramento, o que resultaria em sérios danos ou morte em 40% a 60% dos casos. Um novo objetivo para 2010 é aumentar para 83% a porcentagem de pessoas capazes de reconhecer os cincos sintomas e ligar para a emergência imediatamente se alguém aparenta ter um derrame.
Hipertensão x tratamento

A adesão ao tratamento quando descoberta a doença é um dos grandes desafios da medicina. Pesquisa realizada pelo Dr. Décio Mion, conselheiro da sociedade Brasileira de Hipertensão e chefe da Unidade de Hipertensão do HC-FMUSP, demonstra que o problema vem desde a consulta médica até a mudança no estilo de vida do paciente. Dos entrevistados, 76% afirmaram estar insatisfeito com o atendimento dos médicos e procuram outro especialista, 30% afirmaram ter toda atenção do especialista e 37% estão satisfeitos com o atendimento. “A relação entre médico e paciente ainda é deficiente e grande parte dos hipertensos se sentem isolados por essa distancia neste relacionamento e acabam desistindo do tratamento”, afirma Dr. Décio.
Já para a adesão ao tratamento, os pacientes que participaram do levantamento realizado pelo especialista em 79% disseram que gostariam de ter mais relação com o médico, 84% mais informações da doença e 91% gostariam que o médico entrasse em contato pós consulta. Esse quadro negativo ainda não pára por aqui. O estudo revelou que 89% dos pacientes consideram os medicamentos utilizados no tratamento caros e 54% não se sentem bem com os remédios prescritos pelos médicos pelos eventuais efeitos colaterais. "O conhecimento para controlar a hipertensão arterial existe, mas os pacientes não seguem a orientação médica", lamenta o nefrologista. Nos Estados Unidos, o percentual de doentes com pressão arterial abaixo de 140 mmHg por 90 mmHg, ou seja, em níveis controlados, é de 31% sobre o total de doentes. No Brasil, calcula-se que esse percentual seja inferior a 10%.
A pressão alta é de fácil diagnostico e pode ser tratada e o paciente tem a chance de seguir com a vida tranquilamente incluindo novos hábitos em seu cotidiano. No entanto, por ser silenciosa e não apresentar sintomas imediatamente, ela é um dos principais fatores de riscos de doenças que atinge coração, rins e cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, das 900 mil fatalidades registradas no Brasil, anualmente, quase 30% decorrem de alterações no sistema cardiovascular provocadas pela elevação crônica da pressão arterial.
Mais de 80% dos brasileiros adultos medem a pressão arterial regularmente, como comprova uma pesquisa de 2006, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. "O problema é a negligência nas demais etapas do processo, do diagnóstico, orientação do tratamento e uso efetivo dos medicamentos. E ela ocorre porque a doença não causa dor", observa o nefrologista.

Novo estilo de vida

Há dois tipos de tratamento para hipertensão: com e sem medicamentos. O uso ou não de remédios vai depender do estágio da doença e do risco cardiovascular do paciente. Uma pessoa que acabou de ser diagnosticada pode conseguir reverter à alta da pressão adotando um estilo de vida saudável, que inclua redução do sal na alimentação, maior consumo de vegetais e pouco ou nada de álcool.
Esses novos hábitos com a prática regular de exercícios físicos e a perda de peso. "Essas mudanças de hábitos servem tanto para a prevenção da doença como para o seu tratamento", ressalta o nefrologista. Reduzir o consumo de sal significa consumir, no máximo, 6 gramas diárias, o que equivalente a quatro colheres rasas das de café. O brasileiro consome, em média, 12 a 14 gramas de sal por dia.
O controle do peso e a realização de atividades físicas regulares durante pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, contribuem não só para o controle da hipertensão, mas também para a queda da insulinemia (excesso de insulina no sangue), além de reduzir a sensibilidade ao sódio e diminuir as atividades do sistema nervoso simpático.
O fumo é o único fator de risco totalmente evitável de doença e morte cardiovasculares. Evitar esse hábito, que em 90% dos casos ocorre na adolescência, é um dos maiores desafios em razão da dependência química causada pela nicotina. No entanto, programas agressivos de controle ao tabagismo resultam em redução do consumo individual e se associam à diminuição de mortes cardiovasculares em curto prazo.