sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fibrilação Atrial (arritmia)




Definição e Correlações Clínicas
É uma arritmia que tem como característica um rítmo rápido e irregular das camaras superiores do coração - átrios. Nesta situação ficam como que "tremendo", reduzindo muito sua capacidade de contrair e bombear o sangue para os ventrículos. É a arritmia mais comum , atingindo 2% da população; e sua incidência aumenta com o passar dos anos (mais após os 60 anos), o que não isenta os mais jovens.

Fatores de risco para FA (fibrilação atrial)
A Hipertensão Artrial (pressão alta), o diabetes, a doença das coronárias (quem teve enfarte), a insuficiência cardíaca (coração dilatado e fraco), problemas na válva mitral, doenças da tireóide, doenças pulmonares cronicas (bronquite, enfisema), idade maior que 60 anos, são os principais fatores de risco para ocorrer esta arritmia. Poderá ocorrer sem uma causa aparente.
Álcool em excesso é uma causa comum de FA. Tabagismo pode contribuir para seu surgimento, pois os fumantes tem maior chance quandoo comparado ao não fumante. Uso ode estimulantes - cafeina, energéticos e descongestionante nasal (com vasoconstrictor), são fatores predisponentes para FA.


Prevenção
Observando um controle dos fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão, diabetes, tabagismo, aliados a hábitos saudáveis de vida e exercicios físicos, com dieta balanceada, reduz a chance do surgimentoo dessa arritmia. O acompanhamento m´dico periódico é muito importante para o diagnóstico e prevenção da doença.

Sintomas e Diagnóstico
Palpitações, sensação de batimentos cardiacos acelerados e irregulares, falta de ar tonturas, cansaço e dores no peito são os sintomas mais comuns. Cerca de 50% dos casos se apresenta de modo silencioso (nada sentimos). Através do pulso e ausculta cardíaca o médico poderá suspeitar da doença, através da análise da irregularidade dos batimentos cardíacos. Confirma-se através do eletrocardiograma, mas as vezes precisamos observar os batimentos por períodos prolongados, através de exames complementares.

Consequências e Riscos
É dita ser uma arritmia "benigna" pois não ameaça a vida, mas pode trazer enfraquecimento do músculo do coração - chamada insuficiência cardíaca. Pela lentidão da circlação do sangue pelos átrios, pode haver formação de coágulos que ao se deslocarem provocando AVC -acidente vascular cerebral (derrame). Importante ressaltar que os fibrilados (FA) tem de 5 a 7 vezes maior chance de sofrer um AVC do que os que não possuem esta arritmia.

Tratamento
Ainda não existe cura para a FA, mas com o tratameto adequado poderá ter uma vida de boa qualidade (prática física e alimentação normal). Usamos medicamentos para o controle dos batimentos cardiacos. Além disso, os pacientes de maior risco (idade maior que 75 anos, hipertensos, diabéticos e insf. cardíaca ou que já tiveram AVC), precisam fazer prevenção para que não ocorra mais acidentes circulatórios, usando anticoagulantes. Pacientes mais jovens, sem outra doença de base no coração, podem tirar benefício da secção de algumas fibras (ablação) e com isso reduzir os riscos da fibrilação atrial.

Fonte bibliográfica:
Dr. Guilherme Fenelon (Coração na batida certa) http://www.arritmiasmortesubita.org.br/